O sonho de uma casa própria digna está em andamento em diversos bairros de Canela, das 40 famílias carentes beneficiadas pelo Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH), nove delas já vêem os pedreiros trabalhando na construção.
O anseio de um lugar adequado para morar é de muitos, mas aos poucos a Secretaria de Assistência Social vai sanando o déficit que é de mais de 1500 subhabitações no município.
O prefeito Constantino Orsolin e o secretário de Assistência Social Paulo Terra visitam semanalmente as obras executadas pela Construtora Projetos Cidades de Lajeado.
As casas tem 44,84 m2, com fundação, paredes de alvenaria e cobertura de estrutura de madeira com telhado em brasilite.
O acabamento final, no caso de colocação de pisos e azulejos, fica por conta do morador dependendo das possibilidades financeiras de cada família.
“Além de oferecer melhores condições de vida a essa população de baixa renda, o projeto visa dar condições de moradias dignas para todos os beneficiados” pondera o secretário Paulo Terra.
O PSH contempla a construção de unidades habitacionais de interesse social, visando atender uma demanda específica, como é o caso de quem recebe até três salários mínimos e geralmente encontra dificuldades em se enquadrar nos requisitos exigidos para ser beneficiado em projetos habitacionais.
Cada casa está estimada em cerca de R$ 13.150,00mil, onde o morador devolve aos cofres públicos apenas R$ 4.150,00.
O prefeito Constantino Orsolin destaca que a sua administração trabalha sempre com o intuito de melhorar a qualidade de vida da comunidade canelense.
Além das casas que estão e vão ser construídas, a Secretaria de Assistencial Social já reformou 108 casas de madeiras, estas benfeitorias realizadas com recursos próprios.
Mudança de vida
De acordo com Secretário de Assistência Social Paulo Terra, a importância de programas como o PSH é que possibilitam mudanças efetivas na vida das pessoas. “Porque essas pessoas que foram contempladas, mesmo dentro do contexto de um bairro pobre, tinham ainda menos condições do que outras pessoas de sua comunidade, o que acaba com a autoestima de qualquer um”, pondera Paulo. “Mas agora, a partir da conquista de um teto seguro, com um mínimo de conforto, elas passam a viver nas mesmas condições dos demais vizinhos, o que faz com que, daqui pra frente, olhem a vida de outra forma, com novo estímulo e vontade de progredir”, argumenta o secretário.
A satisfação dos contemplados
Os relatos de moradores beneficiados pelo PSH confirmam a esperança de uma nova perspectiva para suas vidas a partir da conquista de uma casa própria de alvenaria, bem construída, onde podem se abrigar e a seus filhos com segurança.. Uma das contempladas do programa conta que chegou a pensar em desistir e mudar–se para outro lugar, mas a influência de parentes e amigos acabou convencendo–a a esperar mais um pouco. Agora, vendo que a nova casa está sendo construída, a dona–de–casa se mostra muito agradecida e satisfeita. “Vai melhorar muito a minha situação, sei bem como eu vivo. Não tenho renda nenhuma, só o Bolsa Família. Nem aposentadoria eu tenho, meu marido morreu e não deixou nada, porque nunca trabalhou de carteira assinada, então quando que eu ia construir uma coisa dessas”, relata a contemplada que pediu para não ser identificada.
O Programa
Uma iniciativa do governo federal, o Programa de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PSH) utiliza parcerias com os Municípios e instituições financeiras para contribuir com a erradicação do déficit habitacional. Através dele, famílias em situação de vulnerabilidade substituem suas moradias precárias (sub–habitações) por casas novas, de alvenaria, com 44,84m². Os pré–requisitos para acessar o programa são que o beneficiário possua registro no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e resida em um lote regularizado, sem ação judicial e sem configuração de área de risco ou preservação ambiental.
Em cada unidade habitacional são investidos R$ 6 mil oriundos do Ministério das Cidades, R$ 3 mil da Secretaria de Habitação do Estado e os outros R$ 4.150 mil fornecidos pelo Município, a título de contrapartida.
