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Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba brasileiro, participa da Festa Nacional da Música 2010 já com disco novo. É que antes do evento, realizado de 18 a 21 de outubro, em Canela, no Rio Grande do Sul, o artista entra em estúdio para começar as gravações do seu próximo trabalho. “Vai ser um CD de composições, bem brasileiro. E vai ser um disco baseado na alegria do samba, na coisa do improviso, do refrão, bastante palma da mão”, adianta o cantor.

Ele, que já participou de outras edições da Festa, agora volta à Serra Gaúcha como homenageado. “Toda vez que a gente é lembrado, nos faz muito bem. Eu acho que é aquela grande máxima do Nelson Cavaquinho ‘se alguém quiser fazer por mim, que faça agora’. Além disso, é um reconhecimento bacana para mostrar aos filhos: ‘olha só, os caras que organizam a Festa da Música me homenagearam!’”, comenta.

Arlindo Cruz nasceu no Rio de Janeiro em setembro de 1958. Em 30 anos de carreira, já teve músicas gravadas mais de 550 vezes por artistas como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Almir Guineto, Alcione, Maria Rita, Marcelo D2 e Beth Carvalho. Aliás, foi na voz de Beth Carvalho que Jiló com Pimenta, Partido Alto Mora no meu Coração e A Sete Chaves se transformaram em grandes sucessos. Além de cantora, ela é madrinha do Fundo de Quintal, grupo que Arlindo passou a integrar com a saída de Jorge Aragão.

A parceria durou 12 anos e rendeu clássicos do samba carioca, como Seja sambista também, Só Pra Contrariar, Castelo Cera, O Mapa da Mina e Primeira Dama. Após deixar a banda, em 1993, o sambista trabalhou ao lado de Sombrinha, com quem gravou seis discos antes de seguir carreira solo.