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Último final de semana de Festa Colonial

Sex, 30 de Julho de 2010 09:21 Publicado em Prefeitura de Canela Atenção: você está lendo CONTEÚDO DE ARQUIVO.

O último final de semana da Festa Colonial de Canela está recheada de atrações. No dia 1º, às 18h30min, ocorre o desfile final das candidatas a Rainhas e Princesas da Festa Colonial 2011. Após, o publico conhecerá aquelas que formarão a corte para a próxima edição do evento. Sete candidatas concorrem ao posto: Ágata Vanessa Santos da Silva, Alice Alves de Oliveira, Andriele dos Santos Leoni, Dione Franceska Pellenz Camargo, Jéssica Tainá dos Santos, Mariele Kazanoski e Sindi Priscila Macedo.

Expectativa


Produtos coloniais, como pães caseiros, cucas recheadas, biscoitos, geleias e doces de variados sabores encantarão os visitantes por mais um final de semana. É a última oportunidade de conhecer as delícias do café colonial de Marina de Moraes. Há três anos, a moradora da Linha Rancho Grande oferece o café no evento. “Queria um cantinho onde pudesse produzir as coisas que faço na cozinha da minha casa”, conta Marina. Chocolate quente, café, suco e uma variedade de risóles, pastéis, pizza caseira, cuscuz, pão e bolo de linguiça são algumas das variedades. No entanto, é a morcilha, o torresmo e o queijo que fazem sucesso entre os visitantes. “Estes itens são o destaque entre os turistas, pois é o que eles não comem nas suas cidades”, garante. Os pães e cucas saem quentinho dos fornos que o filho Gilson de Moraes toma conta. Além dele, os outros três filhos estão ao seu lado no evento: Jean, Jeferson e Giovane, que com apenas 8 anos acompanha a mãe.

Um alambique e muitas histórias


Cachaça de amora, jabuticaba, morango, abacaxi, guapo e mel, uva, suco de uva, canela, amêndoa e também pura e envelhecida em barril de carvalho. São inúmeros os sabores oferecidos no Alambique do Manoel. Até geleia de cachaça com abacaxi com pimenta e geleia de cachaça com figo e amêndoas pode ser encontrado no seu estande.

Tão boa quanto as cachaças produzidas por Manoel Borba de Oliveira é a história do alambique, que se mistura com a sua própria trajetória de vida. Depois de trabalhar 18 anos na cidade, Seu Manoel – como é conhecido – se aposentou e voltou para o interior do município. Com 56 anos, a dúvida apareceu: o que fazer do seu tempo livre? Aproveitando uma fase de elevação no turismo rural e considerando que não havia cachaçaria em Canela, surge, em 1999, o Alambique do Manoel. “Eu não sabia nada. Fui aprendendo na escola da vida”, conta. Assim, ele pesquisou junto a outros produtores e teve orientação de técnicos trazidos pela Emater para dar seguimento ao negócio.

E as inovações não pararam. Da cachaça pura e envelhecida em barril de carvalho, o ano de 2007 marcou o lançamento das cachaças com sabores de frutas, todos criados por ele e encontrados em seu estande na Festa Colonial, que é atendido por Valdecir Altamir Cruz da Conceição, seu filho de criação.

Onze anos após a abertura do alambique, Seu Manoel avalia o progresso do negócio. “Comecei com um alambique com capacidade para 60 litros de garapa, que resulta em 10 litros de cachaça. Hoje tenho um de 500 e tenho como resultado 80 litros do produto”, avalia. Para o crescimento do alambique, ele enfatiza o quanto feiras como a da Festa Colonial são essenciais. “A feira é nossa vitrine. O produto é comercializado para todo o Brasil. A partir dela avaliamos a sua aceitação”, conta. E é também a oportunidade de fidelizar clientes. O produtor tem consumidores do todo o Brasil, como Ceará, Bahia e Minas Gerais.

Programação cultural


Para quem ainda não viu, o sábado (31) terá a última apresentação do espetáculo “O Canto dos Fortes”. A vida do colono é retratada através de narrativas e músicas que contam a vida daqueles que movimentam a agricultura e pecuária do município. Domingo, às 20 horas, o encerramento do evento conta com a banda Champion.